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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Recanto Walden ano III, montagem interna do chalé e paisagismo na área externa, Curitiba-PR, Setembro de 2026

 




Chácara Recanto Walden
Ano III




E como anda o Recanto Walden?

Diz-se que, de forma geral, há três etapas no caminho da realização de um sonho: primeiro é saber o que se quer; em segundo lugar, conquistar ou construir o que foi sonhado; e, em terceiro, usufruir ou viver aquilo que foi construído. Ainda que, via de regra, nenhuma dessas etapas seja fácil, dizem que somente os mais perspicazes alcançam realizar a terceira delas. 

Em algum momento ao longo dos últimos quinze meses (desde junho de 2025, quando fiz aqui no blog uma postagem contanto sobre a construção do chalé, link abaixo), a casa com a qual sonhamos por vários anos tomou, de fato, forma de lar. 


link para a postagem de Maio de 2025


Nesta etapa trabalhamos para acertar vários detalhes de acabamento, melhorias, mobília e decoração, etc. Montar um projeto como esse é muito parecido com montar um quebra cabeça. A diferença é que as peças que o compõem não estão prontas. É preciso pensar, construir e encaixar cada peça, uma de cada vez. E é lógico que é um processo muito gratificante, em que pese os custos e dificuldades inerentes a cada passo. 

Nesse período também começamos a de fato viver o espaço, curtir os momentos, apreciar as nuances e entender algumas limitações. E podemos dizer que o entusiasmo inicial (e a apreensão inicial) passou, e vamos aos poucos entrando numa fase de um relacionamento mais consistente com o espaço. 

E qual tem sido nossa dinâmica de "morar no meio do mato"? Não temos uma rotina nem uma pré definição pra essa questão. A ideia nasceu com a proposta de ser um lugar de moradia alternativa, de estar entre as árvores, de ser um refúgio de sossego em meio à correria incessante da cidade, e assim tem sido. Pessoalmente costumo estar na chácara em torno de três a quatro dias por semana, mas a ideia é "dobrar essa meta", Rsrs.

"Mas não dá muito trabalho?" - é uma pergunta recorrente quando comentamos com amigos ou conhecidos sobre o projeto. E a resposta é sim. E não. Depende. Se quiser, sim, sempre tem o que fazer, mas isso é muito relativo. Tudo depende de querer fazer, de avaliar se vale a pena, do momento, dos objetivos para o espaço. Ou seja, é como a vida... E também tem a questão de "reavaliar" esse conceito que normalmente temos de que "trabalhar é penoso, e bom mesmo é descansar". Sei lá... Da minha parte curto bastante fazer certos trabalhos. 

"E o silêncio e o isolamento, não incomodam?" - Na verdade, essas são duas características definidoras da chácara, e foi exatamente com esse objetivo que investimos na ideia. E posso dizer até que essa é a vocação do espaço: ser um lugar de recolhimento, de introspecção, de silenciar não só o barulho externo, mas também (e principalmente) o interno. Mas isso é uma sintonia de energia. É preciso ajustar a energia interna a essa proposta. Nessa ainda curta experiência que temos com o espaço, posso dizer que de fato nem sempre é fácil se acostumar com esse "distanciamento" do mundo, que o Recanto proporciona, mas estamos aperfeiçoando essa arte.

"E como essa vivência com a chácara tem influenciado nossa vida fora desse espaço?" - quer dizer, será que mudou alguma coisa na nossa forma de nos relacionar com a cidade ou com as pessoas, ou mesmo com nossos outros planos de vida? Essa é uma questão muito interessante, e não é fácil analisar e responder a isso. Falando por mim, acho que de fato desenvolvi uma satisfação íntima e verdadeira com o lugar, e é lógico que isso impacta outros aspectos da vida; ou, em outras palavras, parece que há sempre essa vontade de estar aqui ou voltar pra cá, ou mesmo uma certa indisposição em ficar longe daqui por muito tempo. Como disse, já na outra postagem que fiz sobre o projeto no ano passado, isso muda um pouco o eixo em torno do qual nossa vida gira. 

"E o que você faz quando está lá?" - é outra pergunta que ouço com frequência, de amigos ou pessoas do nosso relacionamento. E é uma pergunta que chega a ser engraçada, porque reflete uma certa curiosidade e, de alguma forma, também esse paradigma de que o importante é o que se faz, e talvez ainda mais importante: o planejamento do que se faz. Ora, é aquela história: sempre há o que fazer! A arte está em querer fazer, em escolher o que fazer, em ter condições de fazer o que se pretende, em ter disposição pra fazer o que se gostaria, etc. Por outro lado, resta também o desafio de aprender a não fazer, a apenas estar, e mais do que isso, satisfazer-se com essa proposta.

Mas devo dizer ainda, dentro desse tema do que há pra fazer aqui, que a região em torno da chácara é muito convidativa para atividades ao ar livre, como pedalar, caminhar, contemplar a paisagem, correr, subir montanhas, eventualmente andar a cavalo, etc. E esse cenário compõe também o perfil vocacional do espaço. Mas, como tudo na vida, é preciso estar aberto e disposto a "brincar as brincadeiras".

"E aquela ideia do filósofo Schopenhauer, de que 'a vida oscila constantemente entre o desconforto da ansiedade de querer e o tédio de possuir'?" Ora, eu diria que essa é uma perspectiva bem limitada e parcial das situações que compõem a vida, ou, dito de uma forma mais clara, acho que ele estava sendo apenas rabugento ao defender essa ideia. É evidente que tudo nesse mundo material tende, com o tempo, a perder o brilho e o encanto inicial, mas isso não significa que as coisas tenham necessariamente que cair no tédio. 

É aquela história: no final das contas o encanto nunca esteve nos objetos, sempre esteve no sujeito da ação. Daí a necessidade de buscar constantemente desenvolver o próprio olhar, a própria abordagem e entendimento do mundo. Sim, as coisas mudam com o tempo, mas se buscarmos ver nossas relações como uma espécie de dança, vamos ver que nós também temos que mudar e levar a vida como uma parceira dessa dança, mantendo o brilho do olhar. 

"E quais as ideias daqui pra frente?" - De forma muito prática, neste momento ainda temos alguns projetos de melhoramentos e uma ou outra obra na prancheta, mas nada que seja determinante. O cerne da ideia está estabelecido. A intenção agora é poder viver o que esse espaço proporciona, e, mais do que isso, poder ser um guardião desse tesouro, ser digno de preservar esse belo "jardim" que nos rodeia. 

Mas como sabemos, "a felicidade só é verdadeira quando compartilhada". Nesse sentido, fica aqui o convite para que os amigos venham nos visitar no nosso Recanto, e que venham sem pressa, sem grandes expectativas, sem preconceitos... E que venham de coração aberto, de alma leve... Que venham, seja com for. Que possamos nos encontrar e brindar à vida em volta do fogo, sob as árvores, envoltos nesse silêncio sagrado desse lugar mágico. 

Vamos juntos?




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No link abaixo, a primeira apresentação da chácara aqui no blog:

link para a postagem de janeiro de 2024





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Cronologia do projeto:

Janeiro de 2023: aquisição do terreno;

Maio de 2024: início da construção do chalé;

Abril de 2025: término da construção;

Maio de 2025: início dos trabalhos de acabamentos, mobília e decoração.





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Por que "Recanto Walden"?

O nome "Walden" remete à obra de mesmo nome do filósofo americano Henry David Thoreau (1817-1862), sobre a qual fiz uma breve resenha aqui no blog (link abaixo):


"Walden", de Henry David Thoreau


"Walden" era o nome do lago ao lado do qual Thoreau construiu uma pequena cabana e nela morou sozinho por dois anos, de forma praticamente auto suficiente. Desse período surgiu a obra que o tornaria conhecido e através da qual ele se tornou uma referência em temas como consciência ecológica e auto determinação, dentre outros. 

No entanto o nome ainda não é definitivo... Estamos em negociação com a Dona Mari pra deliberar sobre isso.




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O conceito de banho de floresta


Os japoneses têm um termo para a prática de imersão num ambiente de floresta: chama-se Shinrin-yoku.


"O banho de floresta, conhecido no Japão como Shinrin-yoku, é uma prática terapêutica de imersão consciente na natureza criada em 1982 pelo governo japonês.
Significa literalmente "banhar-se na atmosfera da floresta" usando todos os cinco sentidos.
Consiste em caminhar de forma muito lenta e sem pressa por uma área arborizada, observando as cores, tocando nos troncos, ouvindo os pássaros e respirando o ar puro.
Não se trata de uma trilha de longa distância, corrida ou trekking, mas sim de desacelerar e contemplar.
Benefícios para a saúde:

  • Redução do estresse: Diminui expressivamente os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e a pressão arterial.
  • Imunidade alta: O contato com compostos químicos naturais liberados pelas árvores (chamados fitocidas) ajuda a aumentar a quantidade de células NK (Natural Killer), que defendem o corpo contra infecções.
  • Bem-estar mental: Melhora o foco, o humor e a qualidade do sono."


(Fonte: Google)


Percebe-se, portanto, que é exatamente essa a vocação natural do Recanto Walden. Façamos valer a proposta! 





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Algumas imagens meio aleatórias desse período, de junho de 2025 até agora (setembro de 2026):





Montagem da bancada e armário da cozinha 
(trabalho pessoal de marcenaria)






Bancada do fogão e pia da cozinha
(trabalho pessoal de marcenaria)









Cozinha montada





Aconchego da noite









Inaugurando a iluminação externa








Iluminação externa (do portão até a casa)





A lua surgindo por entre as folhagens, 
no silêncio da noite.









Início da construção do deck externo (na frente e na lateral direita)
(03 Set 2025)








Construção do deck
(o camarada contratado para o serviço acabou abandonando a obra antes de terminar. 
Assim, eu mesmo terminei os 30% finais)






Visita do amigo Lucas, de Uberlândia
(15 Set 2025)









Caminhada em trilha de ascensão ao Morro do Canal,
próximo à chácara




 


 

Belo horizonte pra se contemplar, do alto do Morro do Canal.






Visita do amigo Alexandre Manzan, de Brasília.
(19 Out 2025)










Manzan na trilha do Morro do Canal.





Visita de familiares da Mari
(04  Dez 2025)










Visita de familiares da Mari
(04 Dez 2025)









Festa do nosso casamento religioso na chácara 
(06 Dez 2025)









Festa do nosso casamento religioso na chácara 
(06 Dez 2025)









Festa do nosso casamento religioso na chácara 
(06 Dez 2025)










Curtindo um fogo no quintal.








Natal de 2025.








Natal de 2025.





Natal de 2025








O Chico se refrescando na represa perto da chácara, durante caminhada na região.










Komorebi: luz do sol filtrada pelas folhas das árvores.



















Caminhos em volta da casa, gramado, paisagismo.









Nossa horta, ainda em estágio inicial.








Visita de tias da Mari.











Vista dos fundos da casa




A horta produzindo...









Lateral esquerda.










Plantas ornamentais: trabalho persistente da Mari.




















Lateral direita.















































Seres da floresta.









Fica bonito quando tem esse céu azul...
















Caminhar nas trilhas do terreno virou hábito e prazer.




















Caminhada ao cume do Morro do Canal, saindo da chácara (27/Fev/2026).









Pergolado na lateral direita.















Paisagem na região da chácara.






Apreciar os infinitos e sempre renovados detalhes da vegetação da mata ao redor da casa é um exercício de atenção e um prazer, que temos buscado desenvolver.




















































Visita do grande amigo William e seu filho Caio (18/abril/2026).














A Mari lembrando a infância, brincando de subir em árvore.









Instalação da lareira (22/abril/2026).



















Visita das amigas Leodaci e sua filha Virgínia (3/maio/2026).









Formas da natureza ao redor.














Coleta de pinhão (maio a julho).








Pinhões e mais pinhões.







































Início da construção da casinha da lenha
(trabalho pessoal, em conjunto com a Mari).








Casinha da lenha pronta.




















Visita de um grupo de amigos da Nova Acrópole. 







Curtindo um pedal pelas estradinhas da região.

















Raios de sol num fim de tarde de um dia inteiro nublado.






























































































































Banco para a área externa 
(trabalho pessoal de marcenaria).










Visita do amigo Mauro Bevilaqua (15/julho/2026).









Fim de tarde de um dia chuvoso, na represa próximo à chácara.




















Festa de aniversário da Thaís, com um grupo de amigos dela.




























































Arte da natureza, na mata ao redor.






































































































Vista aérea do chalé.




***   ***   ***





Meu sincero e profundo agradecimento a todos que, de alguma forma, participaram ou colaboraram para a realização deste projeto. 





***   ***   ***





"Nenhum método ou disciplina pode substituir a necessidade de se estar sempre alerta.

O que é um curso de história, de filosofia ou de poesia, por mais seleto que seja,

ou a melhor companhia ou a mais admirável rotina de vida,

em comparação à disciplina de olhar sempre o que há para ser visto?"

(Henry David Thoreau)






Gratidão




Força Sempre